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Brasileiro garante alta de 32% da Bolsa em 2019
Publicado em 31/12/2019
A Bolsa de Valores termina 2019 com alta de mais de 30% em um ano que os números confirmam que a valorização só foi possível graças à chegada do pequeno investidor ao mercado de ações. Esse é o melhor desempenho desde 2016 e pode ser explicado pela frustração dos brasileiros com o rendimento da renda fixa. À medida em que o juro caía, mais gente migrava recursos para ações. O Ibovespa, o principal índice acionário do país, saiu dos 87 mil pontos do final de 2018 para 115.645 pontos desta segunda-feira (30), o último pregão de 2019. A alta de 31,6% ocorreu sem a participação de investidores estrangeiros, que deixaram o país ao longo de todo o ano. O dólar fechou o ano a R$ 4,01, alta de 3,5%, contrariando a expectativa de que poderia cair com a onda de otimismo doméstico. A valorização da Bolsa ficou aquém de algumas das expectativas do mercado, que chegaram a apontar que o índice poderia ir além de 120 mil pontos. Ficou em linha com a valorização das Bolsas americanas, que subiram entre 23% (Dow Jones) e 35% (caso da Bolsa de tecnologia Nasdaq) e também renovaram recordes ao longo do ano na esteira da queda de juros. "A alta do Ibovespa este ano ficou abaixo das expectativas iniciais, mas 30% é um patamar bom", diz Luis Sales, analista da Guide Investimentos. Ao longo deste ano, a taxa Selic caiu de 6,50% ao ano para 4,50%, aproximando o país do juro real zero visto em países desenvolvidos à medida que a economia brasileira mostrava dificuldade de se recuperar da recessão. A inflação do ano deve terminar ao redor de 4%, enquanto as apostas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) estão na casa de 1,17%. "O investidor doméstico teve que diversificar portfólio, enquanto o estrangeiro saiu de países emergentes com o receio de desaceleração econômica global", diz Michael Viriato, professor de finanças do Insper.