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Indústria cresce em agosto, mas resultado é concentrado em petróleo, etanol e minério
Publicado em 01/10/2019
Após três meses de queda, a produção da indústria brasileira cresceu 0,8% em agosto, informou nesta terça-feira (1º) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A alta, porém, ficou concentrada em apenas uma das quatro grandes atividades econômicas. "A indústria cresce mas é um crescimento ainda muito concentrado", diz o gerente da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, André Macedo. Apenas 10 dos 26 ramos pesquisados pelo instituto apresentaram alta no mês, em comparação com julho. Segundo Macedo, a influência mais importante para o resultado veio da indústria extrativa, que avançou 6,6%. Foi a quarta taxa positiva da indústria extrativa após os tombos registrados no início do ano. O desempenho reflete a retomada de operações de minas da Vale que foram paralisadas após a tragédia de Brumadinho (MG) e a redução em paradas para manutenção de plataformas de petróleo. Também contribuíram os setores de produção de combustíveis e a indústria alimentícia -neste caso, com grande influência da produção de açúcar, disse Macedo. Assim, a produção de bens intermediários, que representa 55% da indústria, subiu 1,4% no mês, em comparação com o mês anterior. Já a produção de bens de capital caiu 0,8% e a de bens de consumo, 0,7% -com destaque negativo para os bens de consumo duráveis (-1,4%), puxados pela queda na produção de automóveis. Na comparação com agosto de 2018, a produção industrial brasileira recuou 2,3%, informou o IBGE. No ano, a perda acumulada da indústria é de 1,7%.